Uma Bela História de Transplante

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               ESPECIAL HEPATO

Entretanto, por vezes, deparamo-nos com situações muito críticas, de decisões extremamente difíceis, cuja luta contra o relógio nos remete a atitudes rápidas, por vezes impositivas, autoritárias, apenas e tão somente com o objetivo de SALVAR VIDAS.

Veja como é fácil chegar até a HEPATO.

Hepato - Sede e Coordenação de Transplantes

Rua Maestro Cardim, 547 - Paraíso
São Paulo - SP - CEP 01323-001


Telefone: (11) 3541-1269 / 3541-1698
Fax:
(11) 3287-3505

Atendimento de segunda à sexta das 8hs às 17hs.

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Narro abaixo um episódio crítico e de extrema emoção , cujo desfecho foi tão gratificante e se deveu ao envolvimento de tantos profissionais , que me senti na obrigação de compartilhar com todos.

A paciente Ana Vitória Aparecida Pereira, 31 anos, diabética tipo 1 há 16 e em insuficiência renal crônica, necessitando de hemodiálise há 4 anos. A mesma encontrava-se inscrita na fila de transplante de pâncreas de São Paulo desde 6 de julho de 2005, tendo sua irmã como doadora renal já estudada e compatível desde então para receber transplante de pâncreas-rim.

Devido às complicações da doença e diversas transfusões sanguíneas, a paciente foi se tornando hipersensibilizada, isto é, rica em anticorpos que dificultavam em muito encontrar um doador de pâncreas compatível.

Normalmente a espera de um paciente na fila só de pâncreas é de 3 meses e tal paciente já aguardava, em primeiro lugar na fila, há mais de 4 anos. Para que o transplante de pâncreas e rim ocorra é necessário a existência de doador compatível, o que é avaliado pela tipagem sanguínea e prova cruzada ( crossmatch ) negativa. A paciente em questão , apesar de topo de lista, já acumulava 72 provas cruzadas positivas no seu histórico, isto é, havia recebido oferta deste mesmo número de doadores e nenhum fora compatível até então.

Muitos pacientes com este perfil vão se acumulando nos topos de lista de transplantes no mundo inteiro e constituem temas discutidos em diversos Congressos Médicos Internacionais na ten tativa de uma solução para esta questão. A maioria destes pacientes acaba morrendo na fila ou vê esvaecer-se a esperança de um transplante e de uma nova vida pela impossibilidade de um doador compatível.

Toda a história teve início em 26/07/2009, quando um doador de 26 anos, no Espírito Santo, foi ofertado para pâncreas pela Central de Transplantes à nossa equipe. Como nunca recusamos doador independente da distância em que se situa, aceitamos o órgão mesmo sem haver vôo de carreira em tempo hábil. Nestas circunstâncias , a Central nos envia fax autorizando fretamento de jato particular a ser ressarcido pela Secretaria de Saúde. Recorremos a este recurso e, em poucas horas, nosso cirurgião Leonardo Mota, nossa perfusionista Cristiana eram levados de jato pelo piloto Everaldo para aquele destino.

Uma vez visto o órgão e confirmada sua boa aparência, nossa coordenadora de transplantes acionou o segundo lugar da fila, paciente Ilson, do Rio de Janeiro, que pegou a primeira ponte aérea do RJ ( onde mora ) para o Hospital Beneficência Portuguesa de SP. A primeira paciente da fila era Ana Vitória, já convocada inúmeras vezes para internação e nunca havendo doador compatível, com retornos frustrados a sua cidade natal, Ribeirão Preto. Após dezenas de convocações frustradas de internação e desgaste da paciente com idas e vindas, decidimos por sempre chamar o paciente na sequência em condições reais de prova cruzada compatível. No caso em questão, paciente Ilson.

Como de costume, internamos rapidamente o receptor com maior chance de ser contemplado e , no momento previsto para resultado da prova cruzada, já deixamos o paciente na sala cirúrgica para que não se perdesse mais tempo de isquemia, com o órgão no gelo. Assim, na hora prevista de 14hs, estávamos com o paciente Ilson Dias na mesa cirúrgica , com sedação leve, monitorizado por nosso anestesista Ernani enquanto eu preparava o pâncreas em cirurgia de mesa junto com o residente Luiz Gustavo.

Antes de iniciar efetivamente a anestesia, como estava em campo cirúrgico, pedi ao nosso anestesista que ligasse à Central de Transplantes e checasse o resultado do crossmatch, mais por desencargo de consciência já que tinha convicção de que o órgão ficaria para o paciente Ilson, segundo da fila.

Naquele momento, veio a notícia surpreendente e quase inacreditável de que havia prova cruzada compatível tanto para a paciente Ana Vitória, número 1 da fila quanto para o paciente Ilson Dias, número 2. Falei pessoalmente com a médica Valéria da Central e pedi que a mesma confirmasse este resultado no Laboratório de Histocompatibilidade do Incor, já que era quase inacreditável. Como talvez fosse uma chance ímpar de transplante para a Ana Vitória, que estava devidamente preparada e estudada para este procedimento já há 4 anos, imediatamente transferi a ligação para o Dr. Tércio, que estava fora de campo, para que tentasse encontrar a paciente e avaliar se haveria tempo hábil em trazê-la ao hospital.

Naquele momento o pâncreas já tinha 11 horas de isquemia e o tempo limite de segurança do órgão é até 20 horas. Acionamos nossas secretárias e administração ( Cristiana, Michele, Nuninha ) para tentar localizar a paciente na urgência e nenhum dos telefones cadastrados respondiam. O tempo passando... Paciente Ilson na mesa aguardando uma decisão... Anestesista, cirurgiões, instrumentadores aguardando... Sala pronta para a cirurgia...A isquemia do pâncreas aumentando...Após 10 números tentados, conseguiu-se falar com a irmã da paciente Ana Vitória, sua doadora de rim, que correu para lo calizá-la, ambas em Ribeirão Preto, cidade onde moram. Levariam 5 horas para chegar e o órgão já estava com 14 horas de isquemia neste meio tempo. Começar o transplante com 19hs seria proibitivo para o sucesso do pâncreas.

Determinamos , diante da segurança da cirurgia e de bom funcionamento do órgão, que só aceitaríamos para Ana Vitória a oferta se a mesma viesse de transporte aéreo e pousasse no heliponto da BP para começarmos a cirurgia com no máximo 18hs de isquemia. Estava difícil de conseguir transporte aéreo. Família fez contato com a Central de Transplantes , que a encaminhou para o Grupo Aéreo da Polícia Militar. A tenente Fabiana nos liga quetionando qual seria o limite de tempo para que trouxessem a paciente e nós aceitássemos fazer seu transplante. Naquele momento eram 17hs e afirmei que o limite seria começar a cirurgia até 21hs. A oficial conseguiu piloto, um jato , buscaram a paciente , sua irmã e sua mãe de forma gratuita.

Com esta possibilidade do transporte aéreo e tentando conferir chance singular à paciente Ana Vitória, cancelamos o transplante do paciente llson, explicando-lhe que não iria para ele aquele órgão pois inesperadamente havia compatibilidade com a primeira da fila após 72 provas anteriores incompatíveis. O mesmo compreendeu prontamente , apesar de ter vindo do RJ, e recebeu alta.

Uma vez aceito o órgão para Ana Vitória e sua heróica vinda de transporte aéreo, seriam decisivos os minutos economizados. Nossa área administrativa conversou com a internação do Hospital , deixando tudo pronto para sua rápida admissão uma vez aterrisando no heliponto. Conversamos com a supervisora de enfermagem Elaine, explicando pelo tempo curto e pedindo que a mesma fosse admitida agilmente e, do heliponto, passasse diretamente ao Centro Cirúrgico. A mesma compreendeu e orientou as enfermeiras do Centro Cirúrgico ( CC ) Luizete e Maria.

Decidimos ainda , como havia a nefrectomia da irmã ( doadora viva ), fazer tal procedimento por videolparoscopia, já que nesta semana contamos com a presença do amigo e cirurgião Rafael Maciel, de Pernambuco, grande experiência neste procedimento e nos capacitando para este fim, que participasse da cirurgia para proporcionar mais um benefício a esta cirurgia , de procedimento minimamente invasivo a irmã. O mesmo concordou e todo aparato de videolaparoscopia foi montado em sala paralela.

Às 20:30hs, o sargento Eduardo da polícia me liga dizendo que o avião estava quase aterrisando no campo de marte. Saio imediatamente de casa, ligando novamente para toda equipe , que já estava no CC de prontidão. Em 5 minutos, o helicóptero do águia trazia a paciente do Campo de Marte à Benef. Portuguesa e a paciente era rapidamente transferida ao CC.

Às 21:30hs começamos a cirugia e, em procedimento ágil e sem intercorrência, em 1h30 o pâncreas estava sendo reperfundido ( com total de 19h20min) na paciente Ana Vitória, com aspecto LINDO, e a mesma já deixava de usar insulina. Na sala ao lado, o cirurgião Rafael Maciel e Dr. Tércio faziam a nefrectomia da irmã por videolparoscopia ( às 3hs da manhã ). O rim então foi colocado por Dr. Fábio e Dr. Tércio, com ajuda do fellow Leonardo e instrumentadora Jane. O rim logo é reperfundido e começa a urinar imediatamente.

Assim, o primeiro transplante de pâncreas-rim (com doador vivo renal) e nefrectomia feita por videolparoscopia era realizado no Brasil. O transplante termina sem qualquer intercorrência e ambos os órgãios funcionantes. A paciente é extubada na sala. A doadora vai direto para o quarto após cirurgia laparoscópica.

Poucas horas depois, a paciente Ana Vitória encontrava-se na UTI orientada, sem diabetes, urinando 2500ml em poucas horas e a irmã, com uma operação minimamente invasiva, sentada na poltrona de seu quarto comendo e sorrindo pelo sucesso alcançado. Na sequência, a tenente Fabiana me liga para saber se tudo havia corrido bem e agradeci prontamente ao Serviço e apoio prestado pela Polícia.

A narrativa é longa, mas são tantas pessoas envolvidas, tantas para serem agradecidas, que o texto é até pequeno para tal!

O transplante por si só é um ato divino, mas em circunstâncias extremas como a narrada, temos a certeza de que fazemos o bem, dormimos com a plenitude do dever cumprido e de ter tomado a decisão correta. São muitos nomes envolvidos, muitas frentes trabalhando numa só direção chamada VIDA para Ana Vitória... VIDA... e VITÓRIA...

Obrigado a todos que contribuíram para esta história especial.

Marcelo Perosa
Cirurgião da HEPATO.

.Existem uma aguardo enorme de pessoas a espera de uma vida !pessoas sofrendo muito pela situação!..não pela falta de empenho do Governo, e que vem além do governo vai muito disso da FAMILIAS onde se seguram em não fazer a doação de orgãos para se salvar vidas e como se fosse fazer a escolha para uma Família vocês tem uma escolha, um copo e caixão Cheio de Micróbios e uma Pessoa Viva pedindo tudo que essa pessoa tem a se salvar com com o corpo;aberto qual,será sua escolha vida ou morte do que ainda está vivo com uma pesoa sendo um potencial doador de orgãos!...

34% de Recusas  Famíliar,á doação De Órgãos! vem de parentes de parentes próximos com idéias que não tem nexo algum ou fala de Histórias que falam;para onde a pessoa vai os orgão serão cobrados...por isso muitos se recusam.

. O mesmo que se faz isso pode ser o próximo a precisa pois uma doença!...Renal, ou qualquer uma outra pode acomodar qualquer um em qualquer hora sem aviso prévio e conehece essa triste fila pode ser o Fim para uma vida como de crianças que perdem a vida jovens diversos e adultos que sonham pela, muitos ném tem a chance de aguarda e acabam ficando pelo caminho repensa sobre o caso e ter um idéia diferente dessa forma..se ele está pode ser eu a precisa;por isso vou me doar .

.O Brasil é o País que mais se investe em Doação e auxilio ao TRANSPLANTES DE ORGÃOS, no mundo, mesmo aparecendo pedras no caminho que sempre aparecem!..! lutar sempre noss Estado como todos os demais ..tem a missão de buscar vida onde for necessário como se faz o HEPATO que junto trabalha ao HOSPITAL DA BENEFICIÊNCIA PORTUGUESA

UM PORCO SOBRE O TRABALHO DA HEPATO

A HEPATO é um grupo médico especializado no estudo e tratamento clínico e cirúrgico de doenças do fígado, pâncreas e demais afecções do Aparelho Digestivo. Seus integrantes têm graduação, residência médica, especialização e pós-graduação nas melhores universidades do Brasil além de estágios e cursos de reciclagem no exterior. O grupo de médicos da HEPATO mantém intercâmbio permanente com os melhores hospitais americanos, europeus e asiáticos e faz parte de sociedades médicas especializadas nacionais e internacionais.

O grupo HEPATO baseia sua atuação em 3 diretrizes: Assistencial, Científica (Ensino e Pesquisa) e de Responsabilidade Social.

A atividade Assistencial é desenvolvida através do atendimento nos consultórios e ambulatórios mantidos pela HEPATO além dos tratamentos realizados nos melhores hospitais de São Paulo. Também são mantidas parcerias com instituições públicas e privadas de outras cidades e estados que possibilitam o acesso de pacientes distantes a tratamentos de alta complexidade em São Paulo. Destacam-se as atividades em Transplantes de Fígado em Adultos (entre os 4 maiores grupos do Brasil em 2007), Pâncreas (maior centro latino-americano e entre os cinco maiores do mundo há 5 anos) e Rim (início do programa em 2007).

A área Científica (Ensino e Pesquisa) é desenvolvida através do estágio de aperfeiçoamento profissional (em regime de residência médica) oferecido a médicos recém-formados (estágios de 2 anos) ou que já têm formação básica em clínica ou cirurgia geral e desejam aperfeiçoamento nas áreas de atuação da HEPATO (estágios de 2 anos vinculados a Pós-Graduação Lato sensu). Também são desenvolvidas atividades com estudantes de medicina de várias faculdades que cursam do segundo ao quinto ano de graduação e tem a oportunidade de desenvolver pesquisas clínicas e experimentais de ponta, além de, junto com os médicos estagiários, apresentar trabalhos científicos em congressos médicos e acadêmicos onde conquistam diversos prêmios. O grupo HEPATO representa o Brasil em vários estudos internacionais cujo objetivo é desenvolver novas estratégias mais eficazes para o tratamento das doenças do fígado, pâncreas e nos transplantes.

A área de Responsabilidade Social é desenvolvida através da APAT - Associação Para Pesquisa e Assistência em Transplantes (www.apat.org.br), entidade filantrópica, sem fins lucrativos, mantida com auxílio da HEPATO que dispõe de recursos financeiros e serviços médicos gratuitos para auxiliar na manutenção de Casa de Apoio e tratamento de pacientes carentes de outras cidades e regiões distantes que vêm a São Paulo em busca de tratamento de alta complexidade e transplantes. A APAT também realiza cursos e palestras gratuitos, de esclarecimento à população sobre diversos tipos de doenças, que são administradas pelos médicos da HEPATO.


Hepato recebe Prêmio
Destaque em Transplante de Pâncreas
Hospital Beneficência Portuguesa
de São Paulo .

A Hepato conta com um Corpo Clínico altamente qualificado, mestres e doutores, renomados médicos com diversos estágios em outros países, com ampla experiência em transplantes de fígado, pâncreas, pâncreas-rim e rim, isto permite com freqüência a inovação técnica e um Corpo Clínico comparável aos das melhores instituições hospitalares do mundo.

Esses profissionais levaram a Hepato a estar alinhado às últimas tendências mundiais em saúde, fundamento básico para quem quer crescer na área acadêmica e científica.

Cirurgiões (Cirurgia Geral, Gastrocirurgia, Cirurgia Hepatobiliopancreática, Transplantes)

  • Dr. Marcelo Perosa de Miranda
  • Dr. Tércio Genzini
  • Dr. Fábio Crescentini
  • Dra. Huda M. Noujaim
  • Dr. Leonardo Toledo Mota

Clínicos (Clínico Geral, Hepatologia)

  • Dra. Regina Gomes dos Santos
  • Dra. Lilian Amorim Curvelo
  • Dr. Eider Soares Cardoso
  • Dra. Cacilda Pedrosa

Nefrologistas

  • Dr. Luiz Estevan Ianhez
  • Dra. Irina Antunes
  • Dr. Itamar T.Vieira

Urologistas

  • Dr. Antônio Marmo Lucon
  • Dr. Marcos Lucon

Fellows (Treinamento Intensivo em Transplantes)

  • Dr. Leonardo Pelafsky
  • Dr. Juan Rafael Branev Pereira (1.º ano)
  • Dra. Fernanda Oliveira Barreto (1.º ano)

Residentes

  • Residentes 1, 2, 3 e 4.º ano (cirurgia geral, gastrocirurgia)
  • Residentes 1 e 2.º ano (clinica médica)

 

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Blog de dreenwood :O DOM DO TRANSPLANTE, Uma Bela História de Transplante

hepato

domingo 21 março 2010 22:36



3 comentário(s)

  • RENATO-BA mailto Dom 22 Jan 2012 03:12
    meu nome e RENATO VIANA,sou transplantado de rim ha 1 ano e meio,minha doadora foi minha esposa geane,moro na bahia.agradeço a DEUS por ter colocado em minha vida, GEANE e equipe da hepato,principalmente DR LUIZ ESTEVAN,CRISTIANA,FABIO,enfim todos aqeles me deram todo o suporte para que estivesse vivo hoje.DEUS OS ABENÇOEM.
  • RENATO-BA mailto Dom 22 Jan 2012 02:46
    sou transplantado ha 1 ano e meio pelo hospital beneficencia portuguesa,minha esposa foi quem me doou.agradeço a DEUS pela vida de dr luiz estevan,cristiana,dr joao bezerra.pois foram anjos em minha vida
  • fatima cristina terozi mailto Qui 05 Jan 2012 14:18
    Sou transplantada de fígado há 05 anos e, recebo monitoramento pelo Hospital Einsten, mais precisamente com a Dr. Lilian e, sou agradecida primeiramente a Deus e depois por essa equipe, que se empenhatanto para nos manter vivos.Parabéns.


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